Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoEste mês começa com vários bancos a carregar as contas dos clientes com comissões. O caso mais mediático é o da Caixa Geral de Depósitos, mas praticamente todos estão a seguir a mesma cartilha e o banco público está longe de ser o mais caro.
Antes, as instituições bancárias eram um local onde se depositava o dinheiro, que dava rendimento e nem se notavam os custos, mas agora não há rendimento visível dos juros, a zero nas contas à ordem, quase a zero na maior parte dos depósitos a prazo, e ainda há custos acrescidos. O negócio da banca mudou substancialmente. Os juros esmagados também significam uma quebra nas margens de intermediação. A concorrência entre as instituições tem contribuído para a baixa dos lucros nos empréstimos.
Com as contas sob pressão, agravadas pela pesada herança dos créditos tóxicos, são os clientes a pagar diretamente a conta. Neste contexto, é fundamental evitar abusos. E exige-se que o regulador, o Banco de Portugal, esteja atento para defender os consumidores.
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