2017 vai ser o ano dos populismos. O populismo é um movimento de índole política dotado de uma componente emocional que sacrifica a análise paciente e objetiva dos problemas da sociedade a um discurso demagógico que apela aos sentimentos mais primários do ser humano.
Claro que nada acontece por acaso e os populismos, sejam eles de esquerda ou de direita, acabam sempre por servir com precisão cirúrgica interesses menos evidentes. A vítima desse fenómeno parece ser a democracia parlamentar, a qual, apesar das suas limitações, não deixou de se revelar durante os últimos dois séculos como a melhor defensora das garantias e liberdades individuais face aos abusos do Poder.
Uma das manifestações mais recentes do fenómeno populista foi o Brexit, perante o qual o Parlamento britânico poderá ter ainda que definir posição. Outra foi a campanha de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, caracterizada por um amontoado de ‘slogans’ simplistas que, gostemos ou não, revelou ser eficaz. Em ambos os casos, as instituições parlamentares representativas não foram dadas nem achadas nas escolhas efetuadas. Aguardemos, agora, o que se vai passar em França. Bom Ano!
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