Todos nos lembramos da primeira vez que sentimos, na adolescência, aquela dor no peito acompanhada de falta de ar e amargo na boca. O estômago contraído, vítima de um soco emocional que levamos por ver aquela pessoa, que julgávamos ser a nossa cara-metade, ir embora de mãos dadas com outra. Os mais velhos diziam-me que “longe da vista, longe do coração.” Nunca soube bem se era verdade, mas se for, presumo que o oposto também se aplique. Afirmo isto porque, ao longo dos anos, enquanto viajava, fui-me apaixonando pelos sítios por onde passava. Regressava sempre com um bichinho de saudade, quase desamparada, porque ao voltar deixava um bocadinho de mim sem trazer comigo um bocadinho do lugar. Um aparte antes demais: sou um adepto fervoroso da portugalidade e dos seus contornos. Não o digo apenas por ser português. Gosto mesmo! Mas gosto de sentir e apreciar outras culturas, sobretudo as que são conexas com a nossa. Gosto de conhecer a língua, os sons e as músicas. Gosto de explorar a gastronomia, os cheiros e a forma como cada povo carrega o seu traço identitário. Gosto de tudo isto e de tudo aquilo que quem me recebe me quiser oferecer. Mas, acima de tudo, confesso, gosto de apreciar a pintura. Se a poesia e a música me chegam ao coração pelos ouvidos, é através da tinta que a arte me entra pelos olhos. Já dei por mim, especado diante de uma tela, encantado com as mil maravilhas que outros seres humanos tiveram o talento de transpor para uma superfície. Já me apaixonei, perdi e reencontrei no significado das histórias que me contam em quadros. Por isso, sempre que viajo, faço questão de visitar museus, galerias e catedrais.
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