Leonor de Borbón e Ortiz fez ontem 18 anos e fê-lo assumindo novas responsabilidades como princesa herdeira. Num país com tendência à esquizofrenia, onde pouco ou nada é consensual, o aniversário da mulher que um dia será chamada a ser rainha superou todas as expectativas. No país vive-se uma autêntica ‘Leonormania’ e até os mais monárquicos ficaram surpreendidos. Mas o que fez esta jovem para unir quase todo um país em torno da sua figura? Viveu uma infância ‘escondida’ do foco mediático, com a imprensa e a opinião pública a especularem os motivos dessa ‘sobreproteção’ e, em mês e meio, a popularidade subiu a uma velocidade vertiginosa, sendo neste momento o membro da família real mais popular, segundo duas sondagens publicadas agora pelos jornais ‘El Mundo’ e ‘El Español’. 70% aprovam Leonor como futura rainha e tem uma nota média de 8 em 10. Numa sociedade polarizada, à procura de símbolos que a representem e a unam, com uma crise existencial e de valores, os espanhóis viram na jovem uma garantia de estabilidade, espírito de sacrifício e responsabilidade. Ontem deixou de ser princesa apenas por direito hereditário, mas também pela determinação do Estado de direito. Só assim faz sentido uma monarquia em pleno século XXI.
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