Dou hoje por terminada a minha coluna de opinião ‘Vento Suão’, que iniciei simbolicamente no dia 9 de maio de 2018, em que celebramos o Dia da Europa.
Foram 75 crónicas semanais dedicadas ao projeto europeu e cinco anos de trabalho em prol da Europa.
Entre as muitas experiências inesquecíveis que tive durante estes cinco anos, escrever semanalmente estas crónicas foi sem dúvida uma das mais gratificantes.
Primeiro, pelo contacto semanal com os leitores que me foram sempre deixando mensagens de esperança.
Mesmo aqueles que, estando desiludidos com a Europa, me contactaram durante este período, fizeram-no sempre pela positiva porque sonham com uma Europa mais unida. Isso enche-me de orgulho, pois quando comparo o nosso país com outros Estados-Membros, só posso concluir que temos um povo que se sente profundamente europeu.
Segundo, porque este espaço permitiu-me contar aquilo que ninguém conta.
Permitiu-me falar da Europa Positiva que muda as nossas vidas para melhor. A Europa que dá cartas no mundo da ciência, das artes, da cultura e, sobretudo, dos valores.
Apresentei temas que vão desde física quântica até ao orçamento da Zona Euro. Da Morabeza de Cabo Verde ao Ubuntu de Nelson Mandela. Foi essa Europa aberta que pude levar de Norte a Sul do país através deste espaço.
Terceiro, escrevi em memória do meu pai, jornalista, que durante anos escreveu o verdadeiro ‘Vento Suão’ no Diário de Alentejo e que foi um lutador incansável pela liberdade.
Tentei imitá-lo sem chegar aos seus calcanhares. Mas sempre respeitando aquilo que ele me ensinou. Um dia ainda miúdo perguntei-lhe o que era ser jornalista e ele disse-me: "É saber contar uma história de uma forma tão única que o leitor nunca a esquece." E foi isso que tentei fazer. Tentei contar histórias sobre a Europa, para que nos lembremos dela.
Não se esqueçam dela. Lutem por ela.
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