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Dora, a Espectadora

Deontologia a saque

13 de fevereiro de 2026 às 00:30

Pretende a classe jornalística, entre outras importantes missões, escrutinar os nossos políticos e não perde (e bem!) uma oportunidade de denunciar comportamentos da vida empresarial dos políticos que não sejam compagináveis com a responsabilidade das funções que desempenhem enquanto governantes ou atores da cena política. A comunidade acredita nos relatos dos jornalistas porque os considera de uma objetividade à prova de bala e de um comportamento social, cívico e profissional sem mácula. O poder que é, de certa forma, delegado ao jornalista vive muito do equilíbrio entre, por um lado, uma enorme autoridade para questionar, investigar e até denunciar desde um delinquente anónimo até ao Presidente da República e, por outro, um cumprimento escrupuloso do que sejam as obrigações deontológicas do jornalista: é a famosa noção de “total liberdade, total responsabilidade”. Todo este enunciado inicial é ensinado a qualquer aspirante a jornalista e faz parte das regras de bom senso que nem precisavam de estar escritas: são regras que todos conhecem e que a todos são aplicadas.

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