page view
Rui Pereira

Rui Pereira

Professor universitário

Erros do Ministério Público

24 de maio de 2026 às 00:30

Não vale a pena fingir que tudo corre bem à justiça penal na investigação da corrupção. Varrer para debaixo do tapete só agrava os problemas, não os resolve. Culpabilizar arguidos e defensores não explica todos os arrastamentos e fracassos de processos. Os frutos das investigações – “pelos quais as conheceremos” - estão longe de corresponder às nossas expetativas. Talvez o primeiro erro seja desconsiderar o princípio da tipicidade. Contra o que sugere o senso comum, nem todas as malfeitorias são crimes. É indispensável que estejam descritas em lei prévia, escrita e precisa. Por vezes o MP parece esquecer esta exigência, instaurando inquéritos e constituindo arguidos a destempo, ou seja, sem indícios mínimos e com fundamento em ilegalidades atípicas. É certo que a fixação do objeto do processo só ocorre no fim do inquérito ou da instrução, mas a sua antecipação é um pressuposto da escolha dos meios de obtenção de prova, da aplicação das medidas de coação e da orientação da investigação.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

A arte de envelhecer, em Moledo

Passei a minha "idade fatal", em que poderia ter casado e não casei, poderia ter-me dedicado ao bricolage, e não dediquei, poderia ter sido uma certa pessoa, e fui outra

União de facto

A União Europeia do futuro será aquilo que lhe pedirmos para ser.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8