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António Fontes Ramos

Terrorismo no Natal

22 de dezembro de 2024 às 00:30

O terrorismo serve sempre uma causa. Sem isso seria um crime comum. Este ataque vil no mercado de Natal, em Magdeburg, cometido por um oriundo da Arábia Saudita, serve consciente ou inconscientemente várias causas. Alimenta os que acham que comemorar o Natal é uma agressão aos de outra fé. Agride a Alemanha numa altura de vulnerabilidade política e provável transição de liderança, que pode querer influenciar. Mas é sobretudo mais um passo para incitar à divisão multicultural e religiosa, num continente sujeito à maior operação de sempre, desencadeada pela Rússia, de influência psicológica e interferência política, para que se fragmente. Pode ser o ato de um tresloucado. Mas as consequências não se podem esconder. Há quem diga que é mais uma ação para demolir esta Europa que teima em defender a liberdade e a convivência multicultural. Só há um caminho em frente. Reconhecer a periculosidade deste tipo de crimes e evitá-los atuando por prevenção. Atuar com rigor sobre os responsáveis, apoiantes e incitadores. Manter a convivência democrática sob o primado da lei. O futuro da Europa é o que nós queremos e não o que os outros querem impor.

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