Se fosse francesa votava duas vezes em Emmanuel Macron. Entre a filha que herdou do pai um partido de extrema-direita com alicerces em grupos neonazis, que depois quis lavar mais branco para governar a França, e o puto de 39 anos que foi ministro do tipo que ia visitar a amante de lambreta - antes o puto.
Estas eleições francesas, sem dissabores para as empresas de sondagens, confirmam aquilo que o sistema político anda a fazer a quem vota - servir doses maciças de desilusão.
O duopólio partidário está condenado mas isso não é necessariamente uma razão para rejubilarmos, se passarmos a ser governados por movimentos que não se sabe donde vêm nem para onde vão ou encostados à parede sempre pouco democrática muito à esquerda ou muito à direita.
Historicamente, os extremos sempre foram bons a pegar fogo à peça e em época de populismos em que um lusodescendente nos embaraça - Devin Nunes, o presidente da Comissão dos Serviços Secretos da Câmara dos Representantes da presidência de Donald Trump -, os políticos habituados a partilhar poder deviam rever a forma como servem a sua política e se servem de nós.
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