Em Portugal, hoje em dia, saca-se o segredo de justiça.
Foi o que fez o conselheiro de Estado Luís Filipe Menezes. Vai apresentar uma queixa contra incertos e meios de comunicação por violação do segredo de justiça. É que, segundo o advogado de Menezes, um "conselheiro de Estado não pode aceitar, nem compreender, a devassa da sua vida pessoal e patrimonial". Alto lá e pára o baile!
Para Luís Filipe Menezes, há dois tipos de comunicação: a boa e a que não presta. A boa, ele deixa entrar em sua casa para mostrar como pode viver um ex-autarca de Gaia. A que não presta atreve-se a noticiar – a malandra! – a investigação de que ele, um conselheiro de Estado, está a ser alvo por suspeitas de branqueamento de capital e fraude fiscal.
E lembrámo-nos de que Menezes já quis saltar o Douro. Na véspera do início da campanha eleitoral para as autárquicas, o ainda presidente de Gaia – que se preparava para concorrer à casa dos Aliados – cancelou um concerto de Tony Carreira, que inaugurava um pavilhão municipal gaiense, por "não ser eticamente enxuto".
Pois bem, senhor conselheiro Menezes, também não será eticamente enxuto agarrar-se à casaca de Belém.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt