João Jardim caiu de podre mas caiu quando quis. A obra que deixa no arquipélago não apaga a enorme dívida. Não apaga que, desde 2008, o governo regional tenha ocultado o buraco que Jardim só reconheceu a custo ser superior ao valor oficial – cinco mil milhões de euros. Foi preciso Vítor Gaspar, em 2011, para que a dívida global do arquipélago fosse assumida em mais de seis mil milhões; e a região foi submetida a um processo de ajustamento financeiro.
Por isso mesmo, não é preciso saber de finanças para perceber que mesmo qualquer albuquerque com maioria só poderá inaugurar bancos de jardim – a época da fanfarra e do betão terminou.
Em quase 40 anos, fez da Madeira uma espécie de Cuba sem charutos ou comunistas. Todos com o líder, ninguém contra ele. Alberto João governou um jardim, deixa um deserto ao senhor que se segue.
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