Todos sabemos que 2016 se despediu por cá soalheiro e com temperaturas anormalmente amigas para a época e que 2017 chegou subitamente carregado de chuva e frio. O santo padroeiro dos padeiros, construtores de pontes, homens do talho, relojoeiros, sapateiros, pescadores, agricultores e construtores de barcos e redes é, bastas vezes, também responsabilizado pelo estado do tempo, nomeadamente pela ausência de chuva ou o seu contrário. Talvez este São Pedro tenha tanto de santo como de humorista.
Pelo ano em que os americano elegeram Trump, em que foi clara a ineficiência dos Estados para deter o terrorismo ou se entenderem na questão dos refugiados, em que foi arável o solo fértil dos extremismos políticos e dos xenófobos, que os ingleses mandaram para um sítio a União Europeia, em que tanta desgraça ocorreu pelo mundo e em que todas as nações patinaram na economia - passámos nós de fininho e até levámos a taça.
À graça de termos sido embalados em geringonça oleada em 2016, com sonhos cor de rosa sobre o futuro, talvez São Pedro, engraçadinho, nos tenha querido acordar com um duche frio.
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