Marcelo foi a antítese do antecessor, Cavaco, e é igualmente daquele que o sucede. Dificilmente voltaremos a ter alguém com a capacidade de integrar o disparate e a sabedoria com igual savoir faire. Marcelo conviveu com a gerigonça, num tempo marcado pelos incêndios de 2017 e pela pandemia de covid-19 e a consequente crise económica e social - e passou com distinção. Falhou quando jogou em casa, por exemplo, no pacto para justiça. Sai de Belém e os alçapões continuam - os megaprocessos que corroem a credibilidade do sistema e as entropias na justiça administrativa e fiscal. Pesam-lhe ainda a polémica com a suposta ‘cunha’ do filho e as três dissoluções do Parlamento – a tal instabilidade que António José Seguro pretende agora evitar. Ainda assim, o presidente dos afetos, a que nos habituámos - ou não fossemos um povo deliciosamente lamechas -, termina longe dos mínimos de final de mandato do seu antecessor.
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