A ‘Pipi das Meias Altas’ é a protagonista de uma série de três livros escritos pela escritora sueca Astrid Lindgren, no fim da II Guerra Mundial, para crianças que cresciam no mundo em ruínas. Os adultos servem-se do exemplo dos seus próprios azares para tornar os miúdos rijos. Não quer dizer que concorde. A Pipi tinha totós, sardas e meias que trepavam dos tornozelos até aos joelhos. A Pipi era também uma criança, estouvada, um pouco bruta, que não tinha pai nem mãe. Esta última porque tinha morrido, já o primeiro porque estava nos Mares do Sul – um pouco como acontecia com a mãe do Marco, o protagonista daquela animação terrível dos anos 70. Essa série contava as aventuras de um menino italiano que partiu para a Argentina à procura da mãe. Vá-se lá saber porque é que a história do escritor italiano da segunda metade do século XIX, Edmundo De Amicis, foi adaptada e exportada para os países europeus por japoneses da tradição Manga, a mesma que mostrou a Heidi, outra órfã, nos Alpes. Em comum, estas narrativas, que marcaram a geração de adultos entre os dois séculos, mostravam de maneira crua aquilo que nenhuma criança precisa de experimentar para saber: os filhos precisam de pais e precisam de ser crianças. Nem sempre acontece, ainda hoje, mesmo nas democracias robustecidas pelas convenções internacionais do século XX.
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