É p'ra amanhã/ Bem podias fazer hoje/ Porque amanhã sei que voltas a adiar/ E tu bem sabes como o tempo foge/ Mas nada fazes para o agarrar." Assim começa a mítica canção de António Variações. Não é por ter sido escrita no ano em que nasci que sempre gostei desta composição. É mais pelo sentido que carrega. Por vezes protelo as coisas mais do que deveria, facto de que não me orgulho, e é nas alturas de aperto que a voz do Variações me invade o cérebro, como um remoque de consciência. Parece-me que Rui Costa também precisa desta banda sonora. O presidente do Benfica despediu Roger Schmidt e Bruno Lage em fases precoces das temporadas, depois de não ter percebido no defeso anterior que o consulado desses técnicos se tinha esgotado. Encaro a atual situação de José Mourinho com um sentimento de déjá-vu. O setubalense tem um currículo incomensuravelmente superior aos dois colegas de profissão citados, mas esse seguro de vida tem um prazo cada vez mais apertado. Como recorda a Leonor Pinhão no Mais Sport deste sábado, o Benfica vai para sete temporadas em que ganhou apenas um título de campeão nacional. E isso não mudará se Rui Costa continuar a falhar no presente a salvaguarda do futuro.
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