Poderá parecer desajustado, numa altura de tragédia em Portugal, alguém preocupar-se em explicar o sentido etimológico das palavras. Creio que é pertinente e deontológico.
"Perecer" e "parecer" são duas palavras constantes do dicionário de língua portuguesa, nas quais a simples diferença de uma vogal altera literalmente o significado.
"Perecer" (do latim perescere) significa acabar, finar, expirar, morrer. Poderia aplicar-se à tragédia de Pedrógão Grande, para dar a conhecer que pereceram 64 pessoas.
"Parecer" (do latim parescere, incoativo de parere) tem vários significados: ser semelhante a, ter aparência de alguém ou alguma coisa, ou ainda, noutro sentido, opinião fundamentada sobre alguém ou sobre determinado assunto.
Poderia aplicar-se no caso da tragédia já citada, para traduzir a ideia de que parece começar a desenhar-se uma estratégia que visa convencer-nos que há quem apenas pretenda que "rolem cabeças" – parte mais fácil segundo a Ministra MAI, quando o fundamental é apurar, de forma independente, todo o contorno da ocorrência.
Concordo, mas… parece-me já ter assistido a isto antes, assim como me parece, citando o ditado antigo, que uma vez mais "vamos perecer na praia".
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