No final do jogo frente à Áustria, nem o excelente repórter da CMTV Nuno Sousa Moreira conseguia arrancar palavras à maioria dos portugueses que abandonavam o estádio. É este sentimento de desilusão – de burla do sonho – o que mais custa suportar na, até agora, cinzenta saga competitiva por terras de França. É dilacerante a forma como a incapacidade de vencer da Seleção fere a autoestima dos nossos emigrantes.
Mas ainda tudo pode mudar. Depois de dois jogos de cerrado nevoeiro, hoje o sol poderá brilhar. O futebol tem uma grande vantagem sobre os nossos destinos políticos e económicos - aqui, todos sabemos quem está encoberto.
O D. Sebastião da bola é Ronaldo, que sempre promete luta, brilho e vitórias épicas por Portugal. Mas Ronaldo, épico, por Portugal, só foi uma vez. No inesquecível jogo na Suécia, que levou a Seleção ao Mundial do Brasil.
Já em terras brasileiras foi o que se viu. E é um pouco o que se tem visto em França: uma equipa liderada por um egocêntrico, que olha para o ecrã gigante mais do que para o jogo coletivo.
Hoje tudo pode mudar. Ronaldo romperá o nevoeiro?
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