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Luís Tomé

Luís Tomé

Professor Catedrático de Relações Internacionais

Quatro anos de resistência

23 de fevereiro de 2026 às 00:30

A Ucrânia resistiu à 'invasão relâmpago' da Rússia e continua a resistir a uma brutal 'guerra de atrito'. Resiste aos crimes de guerra, à destruição e ao frio impostos pela agressão russa. Resiste a Putin e, entretanto, a Trump e às pressões para uma paz a qualquer preço. A Europa-NATO e a UE resistem à guerra híbrida de Putin e ao bullying de Trump, continuando a apoiar a Ucrânia e a sancionar a Rússia. A Rússia não conseguiu vergar a Ucrânia nem derrubar o Presidente Zelensky nem ocupar a 'Novorrussia' (de Karkhiv a Odessa) nem sequer todo o Donbass, apesar de ser a 'grande potência' com o maior número de baixas desde a II Guerra Mundial – um milhão e duzentos mil, incluindo feridos, desaparecidos e mais de 325.000 mortos - e de se municiar no Irão e na Coreia do Norte. Mas tornou-se o país mais sancionado do mundo, ficando mais pobre e mais dependente da China. E provocou o alargamento da NATO à Finlândia e à Suécia e o reforço militar ocidental junto às suas fronteiras, e empurrou a Ucrânia e a Moldova (outro alvo) para a UE. Mesmo assim, Putin resiste, esperando conseguir com Trump o que não conseguiu nestes quatro anos de guerra.

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