Os cristãos não desistem da esperança. De que serve, pergunta-se, uma palavra de conforto perante um sismo na indonésia, milhares que morrem em atentados, aviões que vão caindo com gente dentro, barcos que se afundam sem sobreviventes, gente que sufoca numa solidão de sombras? Esperança para quê? Todos já fomos visitados por amigos em tempo de provação nas nossas famílias, ou na maior das tragédias que é a morte.
E sabemos como nos confortou um abraço de alma e nos ajudou a querer acreditar de novo na vida perante o grande escombro da morte. Na natureza humana habitam energias secretas que nos ajudam a prosseguir na história voltados para a vida. A vida vai sempre à frente.
Mas os cristãos, para além disto, sabem que a vinda de Jesus faz da esperança mais do que um fruto de solidariedade.
Oferece à própria tragédia uma dimensão de infinito que o mistério absorve e explica. E dá horizonte. Um novo olhar transformador sobre tudo, no itinerário de todos e de cada um. É uma certeza, um renascer do infinito dentro do finito.
É mais do que o conforto daquele abraço. É a fé em Alguém que veio remir todas as nossas desilusões e carências.
O Natal é mais do que uma prenda.
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