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Eduardo Cintra Torres

Eduardo Cintra Torres

Censura interna nas manhãs da TVI

08 de setembro de 2017 às 00:30

A revista de imprensa das manhãs da TVI não mostra o CM. Porquê? "Por ordem da Direcção de Informação", dizem-me da TVI. Se é capaz desta censura sistemática, imagine-se como são alinhados os noticiários quando os "amigos" do director estão em causa.

Todas as manhãs, a TVI censura o Correio da Manhã. Esta censura interna, que prejudica o canal e os seus espectadores, é aceite pelos jornalistas da casa como normal. Já que são servos sem coragem nem vergonha, ao menos não se armem em independentes.

O ‘boxeur’ McGregor, depois de ganhar 30 milhões com a derrota no combate contra Mayweather, disse que a coisa se tratou de "um circo". Talvez seja um aldrabão que combinou resultado, mas nisso tem razão. O exagero da cobertura mediática impressionou.

Na sociedade do espectáculo de tudo se faz circo. Acontecera uma semana antes com o eclipse total no continente americano. Como a meia hora dum eclipse é coisa "aborrecida", até concertos se fizeram enquanto durou. Depois, mostra-se em dez segundos.

O pequeno vídeo amador das "sandes vazias" para bombeiros voluntários em combate aos incêndios tornou-se notícia nacional. E bem. Nestes casos, é mesmo preciso ver para crer. Quem poderia acreditar numa pouca-vergonha como aquele roubo mesquinho?

A foz do Douro entre Porto e Gaia tem uma carga dramática natural difícil de igualar em qualquer parte do mundo. A prova aérea patrocinada pela marca austríaca Red Bull fica bem ali. Metade do espectáculo é o Douro. A multidão que assiste não se engana.

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Tendências

INSOLÚVEL: A RTP andou anos a pagar indemnizações para diminuir o excessivo número de funcionários. Agora, por via administrativa, terá de fazer dos precários novos funcionários: mais de 300. O modelo da RTP revela de novo que não tem solução. É sempre o contribuinte a pagar tudo, indemnizações e admissões. E os que entram são em boa parte os amiguinhos que as direcções admitiram sem concurso. 

FRÁGIL: A TV nacional ainda recolhe o grosso da publicidade, mas enquanto negócio tem fragilidades que podem rebentar a qualquer instante, como se vê pelas dificuldades da empresa dona da SIC. Dos 50 programas mais vistos em cada dia, só uns 15 têm mais de 400 mil espectadores. A audiência dispersa-se, a publicidade também, todos os canais têm de fazer uma gestão apertada e sem riscos.

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