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António Fontes Ramos

Parar a guerra ou fazer a paz?

02 de fevereiro de 2025 às 00:30

Na última sexta-feira, Donald Trump disse que a sua Administração já teve conversações “muito sérias” com a Rússia sobre a Guerra na Ucrânia. E que ele e o Presidente Russo Vladimir Putin irão falar em breve e tomar ações “decisivas” para acabar o conflito que já dura há 3 anos. É bom que se procure a paz. Mas esta via bilateral está cheia de riscos. Antes de mais, um encontro entre os dois é uma prenda a Putin, com um regime isolado e sujeito a mandado de captura por crimes de guerra. É também um risco. Putin sabe como massajar o ego de Trump. No último encontro em 2018 entre os dois, em Helsínquia, em relação à acusação de interferência russa na sua eleição, Trump tomou o lado de Putin contra os serviços de segurança americanos, no que foi considerado uma “humilhação abjeta perante um tirano”. Finalmente, não é possível acordar a paz nas costas da Ucrânia e da Europa. São eles que vão pagar as consequências se a posse das terras invadidas e ocupadas for reconhecida. Isso será um convite para outras invasões. O que se quer é uma paz justa e duradoura que só é possível se respeitar o direito internacional, antes de mais.

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