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Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa diz que "é de justiça" que Estado isente compensações às vítimas de abusos

Novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse que os bispos esperam esse "sinal" para com as vítimas de abusos.

17 de abril de 2026 às 01:30

A tributação fiscal das indemnizações às vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica "não foi tratada" na assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que terminou na quinta-feira, em Fátima, mas "todos nós achamos que é de Justiça que o Estado português isente estas compensações dos impostos", disse o recém-eleito presidente, D. Virgílio Antunes, defendendo que "seria mais um sinal de que também a sociedade portuguesa se solidariza com uma causa que é da Igreja e de todos nós".

Estão "ainda em análise nove pedidos" de "compensação financeira" e já atribuídos 1,6 milhões de euros a 57 pessoas, com valores diversos, sendo que os mais elevados sofreram uma "redução significativa" em relação à proposta original, mas aos valores "mais baixos" não foi aplicado o mesmo corte senão "ficariam em valores que não consideraríamos adequados", explicou D. Virgílio Antunes.

Já quanto à não entrega dos relatórios às vítimas, o presidente da CEP disse que "as pessoas sabiam que iria ser desta forma. Não sei se traria grande benefício nem para o processo nem para as vítimas nem para as pessoas que elaboraram os relatórios".

No comunicado final, os bispos manifestam "plena comunhão e solidariedade" com o Papa Leão XIV, que "fala com a autoridade do Evangelho e convida todos os crentes e não crentes a construir caminhos de diálogo, reconciliação e fraternidade".  

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