Com o aumento dos preços do petróleo e do gás natural, a guerra de Israel e EUA contra o Irão já entrou nos bolsos dos portugueses assim como de todos os outros europeus. E os preços vão aumentar ainda mais se o conflito continuar. Mesmo para os países não beligerantes é, por isso, relevante saber quanto tempo a guerra vai durar. Donald Trump foi categórico ao afirmar que os combates prosseguirão até à «rendição incondicional» do Irão. Apesar do domínio dos céus pelos aviões israelitas e norte-americanos, este objetivo está muito longe de ser atingido. Os EUA iniciaram a ofensiva invocando a capacidade – não provada! – dos iranianos construírem ogivas nucleares. Mas não parecem ter uma estratégia clara para os vários cenários de guerra. A Casa Branca bem pode desejar a deposição do feroz regime teocrático iraniano, substituindo-o por um governo submisso aos seus ditames, mas os especialistas no Médio Oriente sustentam que esse cenário é pouco provável e que os dois cenários mais viáveis são bem diferentes: um será o reforço da teocracia, bem musculada com a sua Guarda Revolucionária, e o outro a eclosão da República Islâmica do Irão, mergulhando o país num caos. A primeira seria uma clara derrota de Israel e dos EUA: os tiros teriam saído pela culatra. A segunda, mesmo que possa ser do agrado desses países (talvez mais de Israel), não seria uma vitória deles, pois resultaria num sério problema para a região e para o globo, dada a elevada imprevisibilidade que suscitaria.
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Os preços vão aumentar ainda mais se o conflito continuar.
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