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Sónia Dias

Sónia Dias

Contagem decrescente... para o fim

15 de setembro de 2026 às 00:30

Geoffrey Hinton, o ‘padrinho’ da Inteligência Artificial (IA) e vencedor do Nobel em 2024, tem vindo a fazer alertas alarmantes nos últimos anos, chegando a afirmar que há uma probabilidade de 10% a 20% de que a tecnologia acabe por extinguir a humanidade tal como a conhecemos até 2036. Fei-Fei Li, a ‘madrinha’ da IA, criticou o “catastrofismo” e o “alarmismo”, mas apenas conseguiu dizer que “ninguém sabe o que vai acontecer”, o que não deixa ninguém mais descansado. Entretanto, Sam Altman, CEO da OpenAI, que detém o famoso ChatGPT, disse à BBC: “Ninguém sabe como estimar isso. Uma probabilidade de 10% parece-me razoável”. Perante isto, decidi perguntar ao próprio ChatGPT e o cenário é este: extinção humana causada direta ou indiretamente por IA (probabilidade de 1 a 5% até 2036); catástrofe global muito grave, sem extinção (5 a 15%); perda parcial de controlo sobre sistemas avançados (10%); crise global provocada pela IA (25%); revolução radical, mas controlada (45%). Nada como uma resposta clara e dura para nos abrir os olhos e fazer temer o futuro... antes de perguntar o que fazer com as sobras de frango assado do almoço de domingo.

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