O primeiro faltou esta semana à reocupação de Perejil - perdão, à reconquista de Leila, entretanto de novo perdida -, talvez porque não houvesse autocarros disponíveis e jornalistas com vagar para a viagem; o segundo não desiludiu na análise ao sonolento conclave do PSD, de onde Santana Lopes saiu primeiro vice-presidente e auto-proclamado candidato a Presidente da República, apenas poucas semanas depois de ter confessado mais um daqueles cíclicos ataques de consciência que o fazem descrer da política e dos homens que a fazem, o que sempre lhe acontece antes de prosseguir viagem animado pelo mais evangélico espírito de missão.
Como diria um famoso personagem das Produções Fictícias, a política é isto mesmo. E, felizmente, também ela produz o treinador de bancada, esse, por definição, generoso adepto que paga o custo do espectáculo e ainda nos descobre as habilidades dos jogadores mais preocupados com eles próprios do que com a equipa. Nesta fase, enquanto cerra fileiras em torno do exercício do Poder e abre Portas a personagens que antes diabolizava, o partido do Governo deveria confessar-se satisfeito por manter alguma massa crítica fora das sinecuras da governação. Isso, contudo, é sempre pedir de mais aos donos da bola.
Vejamos, então, a corrida a Belém, para a qual já só falta quatro anos - uma ninharia. Santana Lopes tem de falar, falar muito, mesmo que a realidade mais próxima lhe inspire o bocejo. António Guterres precisa de estar calado, mesmo que só lhe apetecesse desabafar e destapar alguns camaradas. Já Cavaco Silva, sortudo, pode agora dar-se ao luxo de viver sem constrangimentos de qualquer espécie. Não só não precisa de negociar um partido, e suportar um líder, como sabe que tem a confiança de muita gente no País para partir em vantagem nas primárias do centro-direita se o PSD não tiver bom senso. Para ele, tudo é folclore antes de época. Folclore de treinadores de bancada.
Numa coisa estaremos todos de acordo: o Código do Trabalho proposto por Bagão Félix, em nome da produtividade e modernização, é uma afronta aos profissionais da "baixa" e aos sindicatos do abstencionismo. E, obviamente, tem de merecer o repúdio e devido combate pelas centrais que os integram. Se todos os dias há cerca de 200 mil "trabalhadores" abrangidos por expeditas folgas, suportadas no indispensável atestado passado por outros profissionais de truz, e além do mais respaldadas por idiotas que nada mais sabem fazer do que trabalhar honestamente, esse privilégio tem de ser mantido a todo o custo. Para injustiças, já basta Rui Rio querer perseguir os pobres calões instalados na Câmara Municipal do Porto. Felizmente, a filosofia da ortodoxia sindical portuguesa não muda: um chulo, conquanto pague quotas, é um profissional a defender!
Manuel Monteiro, diz a "Visão", pretende ir a Tribunal rebater as declarações de Paulo Portas, prestadas por escrito, no caso da Moderna. Lá se vai a amizade! E a candidatura a deputado europeu?
No PCP, a purga continua, mais dois camaradas para a rua! E o que terá feito Carlos Brito que levou mais quatro meses que João V. Pinto?
Algumas vozes da Igreja pronunciam-se contra a nomeação do Padre Vaz Pinto para a Comissão de Imigração. Onde estavam quando o Padre Melícias tratava de Timor e Feytor Pinto do Projecto Vida?
A "Proposta de Consolidação do Grupo Empresarial Benfica", da responsabilidade do BES Investimentos, divulgada pelo "Público", defende a demissão de Manuel Vilarinho, eleições e Luís Filipe Vieira a presidente! É sempre assim quando se vive acima das possibilidades: quem manda é quem paga!
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