O comum do cidadão poderá interpretar esta associação de palavras como um novo concurso televisivo destinado a revitalizar a Lotaria Nacional, lançando em horário nobre a venda de bilhetes fracionados a que vulgarmente se dá o nome de "cautelas".
Nada mais errado. O "programa cautelar" é, assim o dizem os entendidos, a única forma de convencer o resto do mundo a acreditar em nós. Basicamente é uma maneira de dizer "eles (nós) estão controlados". O fim último destas "cautelas" é assegurar que conseguimos pagar as nossas dívidas, ficando ainda com a economia a funcionar para que novas dívidas possam ser contraídas... e pagas.
A bem dizer não anda muito longe do conceito de Lotaria. Se tudo correr bem, pode sair-nos a taluda (o maior prémio da Lotaria); se as coisas derem para o torto, ficamos pela terminação (o prémio mais pequeno). Este jogo anda à roda todos os anos depois de aprovado o Orçamento do Estado.
Já que falamos em cautelas, sabem como se chama a mais pequena das frações em que se divide um bilhete da Lotaria? A resposta é "gasparinho"... agora digam-me lá se não existem coisas do diabo!
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.