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Miguel Alexandre Ganhão

Miguel Alexandre Ganhão

Subchefe de Redação

Anda à roda

24 de outubro de 2013 às 01:00

O comum do cidadão poderá interpretar esta associação de palavras como um novo concurso televisivo destinado a revitalizar a Lotaria Nacional, lançando em horário nobre a venda de bilhetes fracionados a que vulgarmente se dá o nome de "cautelas".

Nada mais errado. O "programa cautelar" é, assim o dizem os entendidos, a única forma de convencer o resto do mundo a acreditar em nós. Basicamente é uma maneira de dizer "eles (nós) estão controlados". O fim último destas "cautelas" é assegurar que conseguimos pagar as nossas dívidas, ficando ainda com a economia a funcionar para que novas dívidas possam ser contraídas... e pagas.

A bem dizer não anda muito longe do conceito de Lotaria. Se tudo correr bem, pode sair-nos a taluda (o maior prémio da Lotaria); se as coisas derem para o torto, ficamos pela terminação (o prémio mais pequeno). Este jogo anda à roda todos os anos depois de aprovado o Orçamento do Estado.

Já que falamos em cautelas, sabem como se chama a mais pequena das frações em que se divide um bilhete da Lotaria? A resposta é "gasparinho"... agora digam-me lá se não existem coisas do diabo!

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