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O tempo passou e o jovem ginasta americano era incapaz de deixar de pensar no corpo esguio que maravilhava o Mundo nas paralelas assimétricas. E, apesar da distância, sentia que os anéis olímpicos os tinham unido.

Em 1989, a romena é convidada para estar em directo num programa de televisão. Conner larga tudo, apanha um avião para Los Angeles e oferece-lhe duas dúzias de rosas. Dois meses depois, Comaneci muda-se para Montreal, e pede-lhe que a ajude a relançar a carreira, travada por uma lesão no tensão de Aquiles. O resto são pormenores: o relevante é o casamento em 1997.

Em Moscovo, 1980, o cupido olímpico volta a fazer das suas com os velocistas americanos Al Joyner e Florence Griffith, que casam sete anos mais tarde. Na edição seguinte, em Los Angeles, 1984, é a vez dos nadadores Tracy Calkins e Mark Stockwell serem atingidos pelo deus romano do amor: o casamento acontece em 1991.

Além dos casais formados durante os Jogos Olímpicos, há ainda os romances que nascem logo na fase de preparação. E um pouco por todas as modalidades, como se viu em Atenas: Danika e Ben Holbrook, no remo; Rebbeca e Eric Giddens, na canoagem; Shayne e Alan Culpepper, no atletismo; Lindsay Benko e Mike Mitenko, na natação; Thalia Munro e Brett Ormsby, no pólo aquático; e Dede e Michael Barry, no ciclismo.

Em 2008, em Pequim, veremos se o cupido esteve em forma nas últimas três semanas e se continua a merecer a medalha de ouro do tiro com arco.

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