Esta semana foi posta à prova a central de comunicação do Governo e bem se deve dizer que é o que de melhor organizado se viu nos últimos anos. O ‘arrastão’ de Carcavelos começou por ter, segundo testemunhas oculares e, até, de jornalistas que estavam no local, cerca de 500 pessoas. Logo nessa noite, a autoridade policial fez uma correcção e amenizou as primeiras notícias. Eram entre 300 a 400 jovens.
Os ‘skinheads’ reagem com uma manifestação contra os ‘pretos’ afirmando alto e bom som que “isto é nosso!”, não se sabendo bem o que é deles, e surgem as notícias de que afinal a Polícia não tinha identificado nem detido ‘pretos’, mas oito ‘claros’ bem portugueses e uma brasileira que foi dentro por ter dado um pontapé num polícia e já se adiantava a verdadeira explicação para o ocorrido: em Carcavelos estavam apenas 50 jovens a roubar que foram cercados pelos restantes duzentos. Ah! E agora já eram ‘pretos’ outra vez.
Mas a Polícia está em greve, faz manifestações, e a coisa muda de figura. Os polícias, pela voz dos peritos de serviço à propaganda são vistos como detentores de privilégios corporativos e, por isso, é que refilam. Uns privilegiados, uns tipos que abancaram à custa do Estado e por isso agora gritam nas ruas e, segundo se diz pouco ou nada fazem. Até porque a intervenção em Carcavelos foi só para mostrar fardas.
Afinal aquilo não passou de uma briga entre um grupo de negros imediatamente envolvidos e protegidos por umas centenas de outros jovens zelosos e a culpa foi da Polícia que foi lá meter o bico só para chatear. Aliás, tendo em conta a conjuntura do momento, com os sindicatos de polícia a prepararem novas acções de protesto, não se vai estranhar que se instaure o tal processo de averiguações pois que existirão fundadas suspeitas de que o ‘arrastão’ de Carcavelos foi preparado minuciosamente por quadros sindicais da Polícia numa forma de enganar os pacatos cidadãos que pagam impostos, e não são privilegiados como são os ‘fardas’, numa clara operação de protesto ao serviço dos partidos da oposição.
É esta máquina de propaganda o produto mais acabado de cem dias de governação. Os adversários caem degolados na praça pública e a realidade escamoteada em nome dos superiores interesses, para não dizer valores pátrios.
Mas quem conhece a Polícia fica espantado. Não só pelo discurso mistificador sobre a criminalidade emergente na região metropolitana, como pelo mais completo descaramento com que se faz da Polícia um grupo de privilegiados que protesta por mera táctica política. Nem vale a pena desmonstrar.
Por mais que a propaganda governamental vá distorcendo a verdade, duas coisas são certas: a criminalidade dos bandos está a multiplicar-se na região de Lisboa e os polícias são dos profissionais mais mal pagos do País e mais maltratados. Tratá--los como privilegiados não passa de um acto de arrogância política. Coisa, aliás, a que os polícias estão habituados.
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