A posteriori, vejo que houve nos últimos dias, através da TV, sinais do fracasso. O mais importante veio de Manuel Alegre na quinta-feira: disse que Seguro lhe prometera que "não cederia". Isto queria dizer que não haveria acordo. À tarde, no parlamento, Passos Coelho antecipou o falhanço procurando retomar a iniciativa, o que é essencial em política: reafirmou a remodelação do governo. E à noite, num longo discurso, se nada disse sobre o falhanço, o simples facto de ter autorizado a sua transmissão em directo nas TV — ao contrário do habitual — deu novo sinal de retoma da iniciativa antes dos demais intervenientes.
Sexta à noite, os documentos divulgados por PS e PSD provaram a impossibilidade do acordo. O do PSD baseava-se no memorando com a troika e no que este partido acha possível alterar sem agravar a despesa e sem levar a um beco nas relações com os credores. À parte isso, era um conjunto de boas intenções, negociáveis, mas sem compromissos concretos quanto à aplicação. O documento do PS parecia um programa eleitoral, prometendo mundo e fundos com dinheiro inexistente. Era uma base de partida impossível.
Entre manter-se na chefia do PS e perder eleitorado (como indicam sondagens), Seguro optou por esta hipótese, na expectativa de depois recuperar o país. Se perdesse o partido, perderia a sua oportunidade para sempre. E qual seria a alternativa a Seguro? O controle do PS pela ala de Sócrates. Seguro não só não tem a simpatia dos media, como tem uma barreira enorme entre si e a opinião pública. Sendo hoje a TV essencial à política, é importante notar que as TV dão total preferência a "comentadores" da ala de Sócrates, excluindo, por razões obscuras, os afectos a Seguro. Os socratinistas, a começar pelo próprio, têm semanalmente horas de tempo de antena, enquanto Seguro tem uns minutos nos noticiários. Vivemos uma situação surrealista em que, pela primeira vez desde sempre, a RTP está ao serviço de uma ala do maior partido da oposição, a socratinista. E nos outros canais as escolhas também são socratinistas ou no mínimo não seguristas: Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Pedro Adão e Silva, André Freire, Pedro Marques Lopes, João Galamba, Isabel Moreira, António Costa e outros.
Com a violência que caracteriza os socratinistas, Seguro têm aí um dos seus problemas mais graves. Se assinasse um acordo, seria trucidado por eles na TV. Optou pelo seguro.
A VER VAMOS
DESMENTIDO RECEBIDO, MAS NAS IMAGENS ANA AVOILA PARECEU-ME INVISÍVEL
Ana Avoila contrariou ontem no CM a minha afirmação de que não esteve nas galerias do público durante a interrupção da sessão parlamentar na semana passada. Como busco rigor factual total, baseei-me em todas as imagens em directo e reportagens da RTP, SIC, TVI e ARTV. Em nenhuma vislumbrei Avoila nas galerias. Vi várias vezes essas reportagens e directos. Na imprensa que consultei não li uma única referência à presença de Avoila nas galerias. Só a vi no exterior do parlamento (SIC: só cá fora o protesto "ganhou rosto"). Mas se ela nega a minha afirmação (não o facto), assim ficamos. Falta-me saber exactamente onde e em que momento ela terá estado nas galerias: aí reside a questão política da "acção directa".
JÁ AGORA
UMA CAGARRA DE ESQUERDA
Eis um pequeno exemplo de como os telejornalistas exprimem hoje as suas opiniões nas mais singelas reportagens, de forma aparentemente "natural", às vezes por uma única palavra ou arranjo de palavras: nas Selvagens, o repórter da RTP, em vez de dizer simplesmente que Cavaco Silva anilhou uma cagarra, referiu-se à pata do animal para dizer que ele "anilhou a esquerda".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Princípio de entendimento com o regime iraniano representará sempre uma derrota relativa para os EUA.
A que porta foram bater os regressados da flotilha? À da RTP, claro.
Toda a discussão à volta de Mourinho no Benfica protege Rui Borges no Sporting.
Tribunais não precisam de perder dignidade para serem acessíveis.
A oposição a Rui Costa não contestou Mourinho. No Real já não é assim.
Distribuir receita dos direitos televisivos respeitando a meritocracia parece-me justo.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.