Seguro será Presidente
Seguro agregou a sua área política sem ter de fazer cedências.
Cabe a um homem, proscrito por aquele PS que esteve no poder durante 8 anos, o mérito de devolver a esquerda às vitórias eleitorais. Menosprezado pelo partido que o escorraçou no passado, Seguro agregou a sua área política sem ter de fazer quaisquer cedências e ganhou a primeira volta.
Em troca, os portugueses disseram que o perfil sóbrio, discreto e ponderado do candidato é o mais indicado para o cargo, depois dos 10 anos estridentes de Marcelo. Seguro não precisou que nenhum dos políticos de esquerda desistisse da corrida a Belém. Perante a insensatez dos radicais, os eleitores fizeram o trabalho de concentrar o voto útil em quem podia ganhar.
Ao contrário, a direita moderada e o centro-direita soçobraram à armadilha da dispersão, e ficam agora sem representação na segunda volta, para lá de André Ventura.
As taxas de rejeição do líder do Chega indicam que provavelmente Seguro será o próximo Presidente da República, cargo a que chega com uma margem de manobra vastíssima, atendendo à forma independente como desenvolveu a sua candidatura.
Essa altíssima probabilidade não deve significar a desvalorização da segunda volta.
Trata-se de uma oportunidade para debater o modelo de país que queremos. Em democracia, quem escolhe são os cidadãos, e ninguém se pode substituir à sua decisão soberana.
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