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Capitão da GNR manda vender ouro apreendido

Factos remontam a 2016. Oficial ainda está ao serviço, apesar de ser arguido em dois processos.

18 de janeiro de 2026 às 01:30

Um capitão da GNR, que presta atualmente serviço no comando de Viseu, é arguido em dois processos (um disciplinar e outro de natureza criminal) por ter ordenado a venda de peças em ouro apreendidas numa investigação. Os factos remontam a 2016, quando o oficial comandava um destacamento no distrito de Aveiro.

O oficial da GNR ordenou a venda das peças em ouro, justificando a mesma com o facto de o processo que levou à apreensão já ter transitado em julgado. Um sargento-chefe (que entretanto passou à reserva) e um cabo efetuaram a venda. O dinheiro obtido serviu, ao que o CM apurou, para comprar um sistema de rega e lâmpadas para as instalações onde os militares prestavam serviço.

Uma queixa anónima deu origem à abertura do primeiro inquérito disciplinar, que viria a ser arquivado em 2020. O capitão visado negou sempre qualquer participação no negócio. No mesmo ano, no entanto, um processo-crime foi aberto pelo Ministério Público. Em declarações, no âmbito do mesmo, o capitão já admitiu lembrar-se de ter visto peças em ouro, reconhecendo a ordem de venda. As declarações contraditórias, face ao primeiro processo disciplinar, prestadas pelo militar visado, levaram à abertura de nova averiguação interna.

O CM questionou a GNR sobre o estado atual destas averiguações, mas não teve resposta. O militar investigado, entretanto, continua ao serviço sem nunca ter tido penas disciplinares.

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