Últimas eleições diretas para a liderança do PSD realizaram-se em setembro de há dois anos, mas, há quatro anos, foram a 28 de maio.
O presidente do PSD propôs esta quarta-feira que as eleições diretas no parido se realizem em maio para que "não haja qualquer dúvida" e desafia quem tiver "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se.
Luís Montenegro falava na intervenção inicial do Conselho Nacional, aberta à comunicação social, sem nunca referir diretamente o nome do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que fez nas últimas semanas várias intervenções críticas dirigidas ao Governo.
As últimas eleições diretas para a liderança do PSD realizaram-se em setembro de há dois anos, mas, há quatro anos, foram a 28 de maio.
"Gosto de ser claro e direto: se houver um caminho alternativo e diferente que seja apresentado e que seja objeto da apreciação do partido, dos seus órgãos e dos militantes. Estamos aqui para transformar Portugal, para ouvir aqueles que nos querem ajudar, mas para não perder a oportunidade, a honra e o privilégio que alcançámos nas urnas com a confiança dos portugueses", disse.
Em várias passagens da sua intervenção, Montenegro defendeu que o partido "não podia ter dúvidas" sobre o "caminho reformista" do atual Governo, ainda que aceite todos os "incentivos à mudança", uma das expressões utilizadas precisamente pelo antigo líder do PSD Passos Coelho.
O líder do PSD disse até admitir que os adversários, sejam eles "partidos políticos ou alguns intervenientes na cena mediática", possam "desvalorizar ou diminuir o impacto, o alcance e até a profundidade" do que o Governo PSD/CDS-PP está a fazer.
"Será mais estranho, será mesmo um equívoco gigante, que sejamos nós a ter dúvidas sobre isto. Que sejamos nós a duvidar daquilo que estamos a fazer, do alcance daquilo que estamos a fazer, da profundidade, da dimensão, da ambição daquilo que estamos a fazer", disse.
E foi ainda mais direto a visar uma outra crítica do seu antecessor: "Aqueles que no PSD acham que este Governo e este primeiro-ministro são uma segunda versão dos governos e do primeiro-ministro que os antecedeu, aqueles que tiverem dúvidas no PSD, de facto, não estão a compreender aquilo que nós estamos a fazer", afirmou.
"Nós não somos infalíveis e, naturalmente, aceitamos com humildade todos os incentivos que nos sejam lançados para melhorarmos ainda mais a nossa performance e para levarmos ainda mais longe este nosso impulso reformista", referiu
No entanto, Montenegro disse não querer estar na presidência do PSD e à frente do Governo "sem a confiança dos militantes do PSD e dos eleitores portugueses", nem que haja qualquer "dúvida existencial" sobre estratégia política do Governo ou até das alianças políticas, depois de Passos Coelho ter dito que deveria ter sido tentado um acordo de legislatura com Chega e IL.
"Eu não tenho nenhuma dúvida, eu creio que o PSD também não terá, mas isso é um assunto que o PSD terá de dirimir", desafiou.
Montenegro recordou que foi eleito presidente do PSD a primeira vez a 28 de maio de 2022, há quatro anos, e anunciou que já propôs à Comissão Política Nacional o seu desejo de que as eleições diretas no partido possam regressar a este calendário, depois de em 2024 terem derrapado para depois do verão devido às eleições europeias.
"Teremos, portanto, a oportunidade de fazer as eleições diretas, o nosso Congresso e não perturbarmos o andamento da nossa estratégia política e governativa com dúvidas que os portugueses possam não compreender", afirmou.
Montenegro apontou como exemplos do que considera "reformas estruturais" os muitos acordos com carreiras da administração pública, a descida de vários impostos, o processo lançado de reforma do Estado e até as alterações à legislação laboral ainda em negociação na concertação social.
"Acho que nós no PSD não devemos ter dúvidas. Se nós tivermos dúvidas não vamos ser capazes de garantir a estabilidade nem vamos ser capazes de executar a agenda transformadora que está na base do nosso programa", defendeu.
Nas últimas semanas, multiplicaram-se as intervenções de Pedro Passos Coelho no espaço público, várias em tom crítico para o Governo, em que o tema comum foi a necessidade de o país fazer reformas.
O ex-líder do PSD acabou a semana a não excluir um regresso à vida partidária, mas avisando que, se tal acontecer, "não será pelas melhores razões".
"Quando eu quiser candidatar-me, candidato-me, e anuncio que me vou candidatar", afirmou, em entrevista ao ECO.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.