O povo deu uma lição às elites

Cruzamento perfeito entre o perfil de Seguro e o ambiente do País.

09 de fevereiro de 2026 às 00:32
Carlos Rodrigues, opinião Foto: Direitos Reservados
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António José Seguro chega à chefia do Estado sem dívidas nem compromissos. Candidatou-se sozinho, impôs-se ao partido e ganhou com a maior votação de sempre de um Presidente.

Em Belém estará um inquilino mais institucionalista, sóbrio e formalista que o antecessor. Houve um cruzamento perfeito entre o perfil de Seguro e o momento histórico do País, com a maioria sociológica a ansiar pela estabilidade, pelo equilíbrio e pela segurança nas decisões.

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Na campanha, Seguro defendeu que os ciclos políticos se devem cumprir, pelo que o resultado é também uma boa notícia para o primeiro-ministro.

André Ventura teve a primeira derrota séria da carreira. Não conseguiu alargar de forma relevante a base de apoio e cresceu menos do que esperava. A forma tíbia como se demarcou dos movimentos neonazis e a defesa do adiamento das eleições foram dois atos falhados. Muito eleitorado de centro-direita que estaria disponível para votar em Ventura terá ficado de pé atrás.

O povo voltou a dar uma lição às elites políticas. Perante as sugestões para um adiamento das eleições, que seria ilegal e antidemocrático, a abstenção baixou, e a votação foi maciça até nos distritos mais fustigados pelo temporal.

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Os portugueses quiseram reafirmar que amam a democracia.

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