Os EUA anunciaram um princípio de cessar-fogo entre russos e ucranianos, mas o acordo dificilmente contornará o fracasso. E isso talvez explique neste caso a falta da fanfarronice com que Trump anuncia os seus ‘gigantescos’ sucessos, mesmo que apresentem uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, como é o caso. Desta vez, em Riade, os objetivos dos beligerantes e do cicerone americano eram mais modestos aos traçados antes em Jeddah, também na Arábia Saudita, que visavam uma trégua de um mês em terra, mar e ar. Por agora, ficou-se só pelo mar. É alguma coisa, mas muito pouco para quem busca a paz e, sobretudo, para quem a prometeu, como Trump, num dia.
Contas feitas, é a Rússia quem mais beneficia desta trégua marítima que permitirá a Moscovo aliviar as sanções internacionais e voltar a colocar nos mercados internacionais os seus cereais e fertilizantes. A ânsia de paz de Zelensky até o pode levar a dizer que estão no caminho certo para a paz total, mas Putin terá outros planos. Até porque, ao contrário de Zelensky, que pretende uma implementação imediata do acordo, Moscovo só o vai respeitar quando os seus barcos voltarem ao mar Negro. Até lá, as armas não se calarão.
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