Uma sondagem do The New York Times/Siena, realizada na última semana, indica que o nível de aprovação de Donald Trump não vai além dos 37% e que dois terços dos norte-americanos consideram que a guerra contra o Irão foi uma decisão errada. Mau sinal para as eleições intercalares de novembro.
É hoje claro que o Presidente dos EUA não esperava um conflito tão longo, nem considerou as consequências do bloqueio do estreito de Ormuz, a verdadeira ‘bomba atómica’ do Irão. Pensava despachar o assunto em menos de uma semana, talvez convencido por Netanyahu, e quando percebeu que não seria assim tão fácil, já era tarde. Mesmo deixando de lado os objetivos que ele próprio definir para justificar o ataque - a queda do regime dos aiatolas e o fim do programa nuclear iraniano - com a captura dos 450 quilos de urânio enriquecido na posse de Teerão, o líder da Casa Branca não sabe o que fazer para sair do Golfo Pérsico sem o peso da derrota. Já não se trata de cantar vitória, mas de evitar a humilhação. Daí o seu comportamento errático, típico de quem está perdido no labirinto que ele próprio criou. Num último esforço, ainda tentou a ajuda do homólogo chinês, mas Xi falou-lhe de Taiwan e o assunto morreu ali. É o que dá ver o mundo ao contrário.
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