Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

A cenoura e o pau no OE

09 de outubro de 2026 às 00:31
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O Orçamento do Estado (OE) ontem apresentado acena com uma doce cenoura, a descida do IRS, mas esconde o pau, porque a carga fiscal não desce, nem no próximo ano , nem nos seguintes e o aumento das despesas correntes e a rigidez da despesa pública levam a que no futuro se mantenha a pressão. 

Tal como os orçamentos anteriores, quer os de Miranda Sarmento, quer dos antecessores socialistas, é um orçamento de mais do mesmo, mais despesa de um Estado gigantesco, que mesmo assim já não cumpre bem as funções essenciais. Há muitos anos que se fala de reformas urgentes, mas na verdade todos empurram com a barriga.

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É este o estado a que chegámos, o valor da receita cobrada impressiona, mas na contrapartida dos serviços prestados, apesar de todo o dinheiro gasto. Por isso estamos condenados a pagar mais impostos, mesmo que algumas maquilhagens bem feitas possam servir para uma narrativa de falso alívio fiscal, com dividendos políticos. O truque não é novo e é muito usado depois do legado de Vítor Gaspar, que há 14 anunciou o aumento colossal de impostos na vigência da troika. Depois disso os governos ficaram com folga para um brilharetes no IRS, enquanto aumentavam impostos indiretos forma quase escondida, porque as pessoas não sentem o impacto direto, excepto nos combustíveis, porque quando aumenta o gasóleo ou a gasolina, os consumidores sentem o impacto do ISP, do IVA, que também carrega o imposto dos combustíveis, mais as taxas do carbono. Neste país, especialmente para a classe média,  pagar mais impostos é mesmo uma certeza.   

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