Paulo João Santos

Jornalista

Justiça: um exemplo a seguir

23 de maio de 2026 às 00:31
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O juiz desembargador António José Fialho, juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal, emitiu sexta-feira um comunicado onde esclarece todas as questões que envolvem o caso das duas crianças de nacionalidade francesa encontradas em Alcácer do Sal: quem garantiu a sua proteção, para onde foram encaminhadas, o que decidiu a juíza do Juízo de Família e Menores de Santiago do Cacém, quais as competências das autoridades judiciárias portuguesas neste processo, o que cabe às autoridades judiciais francesas, o que se segue.

Ora aqui está um excelente exemplo de como a Justiça pode (e deve) comunicar com o cidadão em casos de manifesto interesse público, como o próprio juiz reconhece.

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É isto que se pede da Justiça. Que saiba comunicar e que comunique no momento certo. A Justiça tem de estar próxima dos cidadãos e os cidadãos têm de estar próximos da Justiça, de perceber e entender as suas decisões.

O abandono de Zacharie e Barthelemy, numa estrada municipal, não encaixa em nenhuma justificação, é algo que ultrapassa a compreensão humana. A Justiça, portuguesa e francesa, se encarregará de julgar este ato criminoso, inqualificável. O que importa, neste momento, é garantir o acompanhamento destas crianças, de forma a proporcionar-lhes um futuro normal. Um futuro que todas as crianças deviam e merecem ter.

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