O ministro da Economia e da Coesão Territorial admitiu ontem que, com a revisão em alta da população residente em Portugal, o produto interno bruto (PIB) per capita deverá sofrer uma "redução substancial". Pelas contas do governo, o PIB per capita revisto deverá ficar "na ordem dos 80%" face à média europeia, o que aponta para 30 anos a "marcar passo" na convergência europeia.
Esse é o tema que devia ser o mais importante do debate do Estado da Nação. O País está a sofrer uma longa estagnação que corresponde a um empobrecimento lento. Não consegue sair da cepa torta. Sem aumento da produtividade e da riqueza produzida, o País não consegue libertar-se deste nó górdio de empobrecimento a que parece condenado.
Portugal tem potencial para ser mais do que isto que é atualmente. Tem condições naturais excecionais, um território magnifico, apesar de mal gerido, muitos jovens quadros com boa formação, que não deveriam ter de emigrar para ter uma vida digna. Tal como no mundial de futebol o País é melhor do que os resultados e as exibições demonstram. Há qualidade, há potencial, mas há má direção e péssima gestão de quem dirige. No futebol ficamos tristes, porque o nosso desempenho não é o melhor, mas foram do futebol ficamos resignados em ser dos mais pobres da União Europeia.
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