Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

O custo do amadorismo

19 de fevereiro de 2026 às 00:31
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Há 3 semanas uma forte tempestade destruiu uma parte de Portugal,  uma grande área na Região Centro foi devastada, morreram pessoas, foram arrastadas casas, estradas, empresas e infraestruturas e ficaram expostas as fragilidade de um País avesso ao planeamento e demasiado amador a lidar com estas crises. Há um ditado popular que se aplica bem à nossa realidade: "só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja". Já temos uma estrutura de Proteção Civil cara, que até se mostra publicamente,  às dezenas,  a gerir a crise , mas em eficácia real pouco difere do anedótico e famigerado vídeo do ministro da Presidência. Depois da Kristin vieram mais tempestades e o país que constrói em leitos de cheia,  que adia a construção de barragens, voltou a pagar com mais mortes e avultados prejuízos o impacto das cheias. Este ano tivemos a conjugação de várias tempestades particularmente devastadoras, mas já em 2018, a região centro também sofreu com o furacão Leslie. Isto significa que mais tarde,  ou mais cedo, voltaremos a passar por situações semelhantes. Por isso é hora de planear, encontrar soluções que mitiguem os danos e  dotar o País de uma estrutura mais competente e uma resposta mais célere, porque ainda haver tanta gente sem energia elétrica três semanas depois da tempestade é simplesmente inaceitável. 

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