Paulo João Santos

Jornalista

Sem dramas

07 de julho de 2026 às 00:31
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"No desporto, como na vida, não há perdedores”, disse, um dia, Luis Enrique, bicampeão Europeu pelo PSG, homem de grandes conquistas enquanto jogador. “Perdedor é quem não se levanta, quem aceita ficar no chão”, reforçou. É com este espírito que devemos encarar a derrota com a Espanha e o fim do sonho americano. A equipa lutou, tentou, mas o adversário foi mais forte. Já aconteceu o contrário, não é fatalidade nenhuma. Veja-se Cabo Verde. Alguém vê ali uma seleção perdedora? Não. Perderam com a Argentina, mas ganharam o respeito de todos. Saíram do Mundial como campeões.

Podíamos ter feito mais? A tática foi a adequada? Por que razão jogou este e não aquele? Todas as perguntas são legítimas e ninguém está acima da crítica. Mas nada altera o resultado e de uma coisa tenho a certeza: ninguém mais do que aqueles que ontem vestiram a camisola das quinas queria ganhar o jogo. Para alguns deles, esta era provavelmente a última oportunidade de conquistar o título de campeão do Mundo. Mas não é o facto de terem ficarem pelo caminho que os torna perdedores ou falhados.

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É natural o sentimento de tristeza que invade os portugueses e de todos os que puxaram por Portugal, mas devemos sentir-nos orgulhosos pelo facto de um pequeno país produzir tantos talentos. E este é o caminho.

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