Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Ser português

25 de junho de 2025 às 00:31
Partilhar

Há alguma polémica sobre a proposta de lei que aumenta paro prazo mínimo de residência para obtenção da nacionalidade portuguesa. Para os cidadãos nacionais dos países de língua oficial portuguesa o prazo passa de cinco anos para sete anos, enquanto para os cidadãos dos restantes países esse prazo passa para dez anos. O diploma que altera a lei da nacionalidade será agora submetido à Assembleia da República. A proposta do governo é importante e tem virtudes. Com o crescimento exponencial da imigração  e com a atual lei  haveria o risco de brevemente num território de pouco mais de 10 milhões de residentes,  parte significativa da população com cidadania nacional não tivesse nenhuma ligação ao País, além da residência por um período de 5 anos e desconhecesse completamente a cultura, os valores e a história da Nação. Vivemos um mundo de constante dinamismo populacional e sendo Portugal um dos países mais envelhecidos do mundo e com das mais baixas taxas de natalidade , o recurso à imigração é fundamental para a economia e para a sustentabilidade da segurança social. No entanto esta nação de 900 anos, uma das mais antigas da Europa, tem de ter algum instinto de auto-proteção. Não se trata de racismo, até porque há portugueses de todas as cores e de muitas origens, mas um sentimento de pertença a uma comunidade que é mais do que um passaporte de conveniência. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar