Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoSubmissão europeia
29 de julho de 2025 às 00:31Dizer que a senhora Ursula von der Leyen chegou a acordo com Donald Trump sobre as tarifas é um eufemismo. A Europa capitulou perante Trump para evitar a escalada da guerra comercial. O inquilino da Casa Branca impôs as condições que queria. As reações do governo francês revelam essa desilusão face à impotência da UE. De forma mais cáustica, mas desta vez com justificação, expressou-se o chefe de governo húngaro ao dizer que Donald Trump "comeu Ursula von der Leyen ao pequeno-almoço". Neste braço de ferro, a Europa mostrou que apesar de ser um grande mercado económico, politicamente sofre de nanismo .
Os novos direitos aduaneiros às exportações europeias representam um aumento de mais de 900% face à taxa que era cobrada aos produtos da UE antes de Donald Trump voltar à Casa Branca.
Mas agora que as tarifas vão ser aplicadas as empresas têm de se adaptar. No caso português, o sector do vinho que já está em crise com os viticultores do Douro em dificuldade para sobreviver economicamente, sofre agora mais um duro golpe, tal como a expansiva indústria do azeite. Há muitos outros setores atingidos pelas tarifas, mas a única solução é mesmo adaptarem-se às novas regras do jogo. E o lado bom deste suposto acordo é criar um quadro de estabilidade que é melhor do que a incerteza que se temia com a escalada do conflito.
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