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Paulo João Santos

Paulo João Santos

Jornalista

Estranhas prioridades

18 de setembro de 2023 às 00:31

O relatório da Entidade Reguladora da Saúde sobre a interrupção voluntária da gravidez no SNS devia deixar envergonhados os que orgulhosamente aprovaram a lei no Parlamento. O ano passado foram realizados 15 616 abortos, mais 2008 que em 2021, o que dá uma média de 43 por dia. Nos últimos cinco anos fizeram-se 71 651 abortos. Números que revelam o falhanço completo das políticas de planeamento familiar e de educação sexual nas escolas e que deveriam merecer uma reflexão profunda, a começar por aqueles que votaram favoravelmente a lei. Mas não. A preocupação não está em defender uma vida a quem não é dada sequer a oportunidade de crescer, o problema está nos hospitais que não fazem interrupções voluntárias da gravidez - o que faz todo o sentido, a função de um hospital é salvar vidas, não é acabar com elas. E a irritação de alguns, como o BE e o PCP, é tanta, que exigem a presença urgente dos responsáveis da Saúde na Assembleia da República para explicar por que razão há hospitais que não realizam abortos, como se não houvesse outros problemas para resolver, esses sim urgentes - a falta de médicos de família, os atrasos nas cirurgias, os tempos de espera nas Urgências.

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