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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Pressão fiscal

13 de maio de 2026 às 00:31

A diferença em cada litro de gasóleo e de gasolina entre Portugal e Espanha já é mais de 50 cêntimos por litro, em rigor já mais perto dos 60 cêntimos. Isto significa que já não são só os automobilistas da raia que têm vantagem em ir a Espanha atestar o depósito, num país tão pequeno em mais de metade do território já compensa a deslocação ao país vizinho para poupar no combustível. 

Esta diferença deve-se à carga fiscal . Antes dos impostos o custo do combustível até é ligeiramente mais barato em Portugal. O Estado precisa de arrecadar dinheiro e a tributação dos automobilistas sempre foi uma forma fácil de arrecadar receitas. Os impostos são essenciais e  a carga sobre os combustíveis, que ainda por cima é politicamente correta,  é direta e eficaz. O problema é que com o agravamento dos custos do petróleo, por causa da guerra no médio oriente, a fatura ficou demasiadamente pesada. A carga fiscal que agrava a gasolina e o gasóleo não tem o mesmo impacto económico, no caso da gasolina só penaliza quem precisa do combustível, mas no caso do gasóleo tem um impacto global em toda a economia, porque este é o combustível dos camiões e carrinhas que transportam todos os produtos comerciais. Por isso aliviar a pressão sobre o gasóleo é uma forma justa de amortecer a espiral de inflação provocada pelo agravamento dos combustíveis. 

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