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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Falta gestão no SNS

15 de julho de 2026 às 00:31

Apesar dos tratos de polé que tem sofrido nos últimos anos,  o SNS ainda é um serviço público de excelência, que urge preservar. A ele se deve o aumento notável da esperança média de vida em Portugal nas últimas décadas. Sabemos agora que o caos caos agravado nos últimos anos  também é culpa da vinda de mais de um milhão de pessoas. Um serviço que já estava à beira do limite para servir 10 milhões de utentes, teve de passar, com os mesmos ou menos meios, a servir mais de 11,4 milhões. Mas há um problema , os custos são crescentes. Este ano devem passar os 17 mil milhões de euros e esse patamar continuará a aumentar. A população está cada vez mais envelhecida e precisará de mais cuidados. Os novos medicamentos, que combatem doenças de foro oncológico, as diabetes e outras, são mais eficazes , mas também são muito mais caros. Há também os investimentos tecnológicos e os custos de pessoal tendem a aumentar, agravados com a necessidade de pagamentos de muitos milhões em horas extraordinárias e do serviço dos  tarefeiros.

O SNS com tanta despesa e prestando um serviço tão fundamental precisa de um choque de gestão. No tempo dos governos socialistas já havia caos, mas Manuel Pizarro criou um modelo que tinha algumas virtudes, com a centralização da gestão. Mas a atual ministra nem deu tempo para hoje sabermos ser era ou não uma boa ideia. O modelo já sofreu demasiadas vicissitudes. No entanto só a boa gestão pode salvar o SNS. 

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