O cessar-fogo acordado pelo EUA e o Irão ainda não saiu do caminho das pedras. Reflexo das dúvidas instaladas sobre a sua durabilidade e eficácia, o facto do preço do barril de petróleo ter voltado a registar ontem um ligeiro acréscimo nos mercados internacionais, um sinal claro de desconfiança. Há uma ponta solta, o Líbano, que Israel se recusa a amarrar. A comunidade internacional pressiona Telavive para que assuma o compromisso do seu aliado, mas resiste, com o chefe do governo israelita a lançar mais achas para a fogueira, o que não é propriamente uma novidade. “A guerra ainda não acabou”, vai dizendo Netanyahu, com pouca disposição para parar a ofensiva no Líbano.
Certo é que, mesmo com cessar-fogo duradouro, a economia mundial vai ressentir-se da aventura americana nos próximos meses, face ao impacto da guerra no preço dos combustíveis e no poder de compra. Tudo por culpa de um homem instável, que se comporta como se o mundo lhe pertencesse e com autoridade de fazer dele o que quiser.
No filme satírico ”O Grande Ditador”, Chaplin dança e brinca com um globo terrestre, qual criança, atirando-o ao ar, passando-o de uma mão para a outra, cabeceando-o, dando-lhe toque de calcanhar. Só que Trump não é ‘Charlot’. Esse divertia-nos, este atormenta-nos. Esse fazia-nos rir, este faz-nos chorar.
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