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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Carga fiscal nos combustíveis

08 de setembro de 2026 às 00:31

A subida desta semana do gasóleo e da gasolina é mesmo um ataque brutal ao bolso dos automobilistas. No caso do gasóleo é também um golpe para as empresas e para a economia,  porque o diesel é o combustível do transporte de todos os produtos que encontramos nos supermercado e da atividade económica. Não há camiões de trabalho elétricos. 

O governo diz que faz um grande esforço com os descontos do ISP e tem impedido que as subidas sejam ainda mais dolorosas. Mas sempre que o gasóleo ou a gasolina sobem 10 cêntimos, o Estado cobra automaticamente 2,3 cêntimos a mais através do IVA. Por isso as mexidas que tem feito no ISP não têm sido mais do que compensações por esse ganho extra de impostos através do IVA. Por outro lado a subida da inflação que tem  sido alimentada pelos combustíveis também significa  mais receitas de impostos indiretos.

Esta subida vertiginosa dos combustíveis tem origem no agravamento do preço de petróleo desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão e arranjaram um problema no abastecimento mundial de crude, mas na fatura final da gasolina e do gasóleo  ainda pesam brutalmente os impostos, quer seja ISP, quer sejam os 23% do IVA.

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