N as últimas semanas, o País tem assistido, incrédulo, ao encerramento diário de Urgências hospitalares, esquadras de polícia, e à degradação acelerada de outras funções essenciais do Estado. A própria emergência médica, área de consenso social absoluto, está à beira do colapso.
Vivemos em Portugal uma fase muito grave de pré-falência dos serviços públicos, que se degradaram progressivamente nos últimos anos até atingirmos este abismo de ineficácia e de insegurança coletiva.
O Estado falha na sua própria organização e planeamento, mas falha também na obrigação de proporcionar confiança ao cidadão e à sociedade em geral.
O Governo parece jogar um daqueles jogos em que várias crianças, em círculo, fazem circular a bola, enquanto no meio há um jogador a tentar roubá-la, sempre a correr atrás da finta. No meio desse círculo, muitas vezes em correrias desesperadas, sempre a ser enganados, estamos todos nós.
Esta ditadura do curto prazo, esta emergência permanente asfixia o Governo, e torna impossível qualquer planeamento. Portugal nunca teve tanto dinheiro europeu para investir, mas esta é a pior altura possível para o aplicar.
Também na ‘bazuca’ há atrasos, falhas de planeamento e desorganização. O que poderia ser uma espécie de plano Marshall para Portugal arrisca transformar-se numa enorme deceção.
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