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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Imposto de guerra

16 de junho de 2026 às 00:31

A economia portuguesa mostrou grande resiliência perante a guerra do golfo. As previsões do Banco de Portugal ainda apontam para um crescimento da riqueza produzida este ano de 1,8%. Mas para as famílias o ataque ao irão e o bloqueio do estreito de Ormuz deixa marcas profundas no crescimento do mais insidioso imposto escondido que é a inflação. O agravamento de preços tira poder de compra e tal como na espiral inflacionista de 2022 , provocada pela guerra na Ucrânia,  os preços não voltarão ao patamar em que estavam anteriormente. Se tudo correr bem,  no futuro a inflação voltará a níveis normais, mas a subida registada na generalidade dos produtos fica para sempre. Com excepção do gasóleo e da gasolina que deverão ficar mais baratos à medida que o fornecimento mundial de petróleo volte à normalidade, a generalidade dos produtos, a começar pelos bens alimentares, permanecerão nos níveis que atingiram com a guerra e os consumidores irão pagar para sempre este duro golpe inflacionista que a guerra no golfo pérsico provocou.  

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