Jackie Chan, protagonista da célebre trilogia ‘Hora de Ponta’, entre muitos outros sucessos, confessou que não conteve as lágrimas quando assistiu a um pequeno vídeo onde perguntavam a um criança palestiniana o que queria ser quando fosse grande. O miúdo, aí dos seus 10 ou 12 anos, de olhar vazio, responde: “As crianças aqui não crescem. Morrem primeiro”. Compreende-se a reação emotiva do ator asiático. Num outro vídeo, gravado nas ruínas de Gaza, vê-se uma outra criança a deambular pelos destroços, neste caso uma menina, sensivelmente da mesma idade do rapaz sem esperança nem futuro. Aqui não se percebe a pergunta, mas a resposta diz tudo: "quero morrer".
Os mais frágeis são as grandes vítimas da guerra, como temos visto por estes dias no Médio Oriente. A história de Gaza repete-se. As bombas não distinguem os culpados dos inocentes. Centenas de crianças já morreram no Líbano e no Irão desde o início do conflito, outras ficaram feridas, com marcas para a vida. Só o míssil norte-americano que caiu numa escola iraniana roubou a vida a mais de 150. Ninguém pode cantar vitória depois disto.
Esta semana, Donald Trump veio dizer-nos que encontrou a solução para resolver todos os problemas da guerra que começou e não sabe como acabar: recambiar o Irão para a Idade da Pedra. Não sei se o fará ou não, espero que alguém o tire das trevas e o traga para a luz, mas uma coisa é certa: a humanidade evoluiu muito, mas há quem nunca tenha saído da idade do gelo.
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